segunda-feira, 8 de maio de 2017

Deus.




Por que dizem que Deus não existe. Primeiro, porque é impalpável. Segundo, porque mesmo sendo reconhecido como tal não atende a visão de um mundo feliz onde pelo menos a ausência de guerra no planeta seja um tópico a seu favor? Como Deus tem uma imagem de pai, que forjaram e esta explicita na Bíblia, argumenta-se a seu desfavor que, por não atender os desejos de uma melhor vida para os seus filhos, ele é considerado como ausente. Essa ausência é argumento para a sua não existência. Como se Deus não usasse o seu poder imenso e sua percepção para mitigar a dor de seus filhos terrestres. Esse antropomorfismo atrapalha o conceito de Deus e como Deus pode ser uma entidade espiritual e menos densa poderíamos entender que sua ação ou seu interesse seja mais no âmbito das almas do que no corpo físico. Isso coloca força no argumento que as pessoas devem ser simples e despojadas (quase pobres) em favor de uma política, presumivelmente fomentada por religiosos, que favoreça os ricos e poderosos e indiretamente a religião. Argumento de uma força política e de poder embutida na religião. Hoje se cogita psicologicamente que Deus foi criado por uma ânsia de um amparo superior para onde todas as esperanças sejam canalizadas. É o recurso supremo de todos os desamparados e para isso indispensável (psicologicamente) até que se extinga toda a humanidade, se ela um dia tiver fim. Outros conceitos como Deus é amor passam batidos devido a descrença que hoje diante de um mundo cada vez mais materialista ou onde se percebe que a ciência cada vez mais poderosa e atuante rejeite a existência e reforce a inexistência de Deus como a dizer a ciência é Deus. Orgulho humano. Se o homem, este fortalecido por séculos de cultura, ciência, de engenhos e perspicácia, senhor da guerra e do comércio e por isso, por sua consciência, matou Deus, o que colocará em seu lugar? 


Susana Luiz





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