terça-feira, 13 de junho de 2017

O homem, esse bicho esquisito.



Que bicho é ser homem? __ Pergunto-lhes!
O de hoje não o sabe,
O de ontem não o soube,
Nada sabe o de amanhã,
No afã de criar seus mitos.
De que fonte suas façanhas,
De qual frasco seu intuito.

Se centelha do mesmo grão
Laço do mesmo nó,
Esse “bicho” em contradição.
É fuligem do mesmo pó,
Lava do mesmo vulcão.
Pedra do mesmo granito.

Diz-se: o homem é o “Rei da criação”!
Como se parte dele, o abstivesse.
Ser-se senhor da própria ação.
Escravo o é, do que lhe enriquece.     

Que coisa é ser bicho, ser humano e desumano?
Se bicho é ser feroz, jamais cruel é ser fera.
Se por fera é ser-se engano. __Desumano,
É, por prazer, torturar outro ser humano,
Matando inocentes na guerra.     

Ah, que sois bicho homem, bom Deus!
Ganindo, miando, berrando, e uivando...
Isentando-se homem, enquanto Deus.
Enquanto santo, a morrer pela língua falando...
Esse homem, bom Deus! __Esse bicho que vos fala,
sou eu!




Susana de Luiz Lopes


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Deus.




Por que dizem que Deus não existe. Primeiro, porque é impalpável. Segundo, porque mesmo sendo reconhecido como tal não atende a visão de um mundo feliz onde pelo menos a ausência de guerra no planeta seja um tópico a seu favor? Como Deus tem uma imagem de pai, que forjaram e esta explicita na Bíblia, argumenta-se a seu desfavor que, por não atender os desejos de uma melhor vida para os seus filhos, ele é considerado como ausente. Essa ausência é argumento para a sua não existência. Como se Deus não usasse o seu poder imenso e sua percepção para mitigar a dor de seus filhos terrestres. Esse antropomorfismo atrapalha o conceito de Deus e como Deus pode ser uma entidade espiritual e menos densa poderíamos entender que sua ação ou seu interesse seja mais no âmbito das almas do que no corpo físico. Isso coloca força no argumento que as pessoas devem ser simples e despojadas (quase pobres) em favor de uma política, presumivelmente fomentada por religiosos, que favoreça os ricos e poderosos e indiretamente a religião. Argumento de uma força política e de poder embutida na religião. Hoje se cogita psicologicamente que Deus foi criado por uma ânsia de um amparo superior para onde todas as esperanças sejam canalizadas. É o recurso supremo de todos os desamparados e para isso indispensável (psicologicamente) até que se extinga toda a humanidade, se ela um dia tiver fim. Outros conceitos como Deus é amor passam batidos devido a descrença que hoje diante de um mundo cada vez mais materialista ou onde se percebe que a ciência cada vez mais poderosa e atuante rejeite a existência e reforce a inexistência de Deus como a dizer a ciência é Deus. Orgulho humano. Se o homem, este fortalecido por séculos de cultura, ciência, de engenhos e perspicácia, senhor da guerra e do comércio e por isso, por sua consciência, matou Deus, o que colocará em seu lugar? 


Susana Luiz





segunda-feira, 6 de março de 2017

Interceptando o erro de cupido.





Como alucinações, é uma ideia perfeita. Garantir o fim do sofrimento, ou o direito de igualdade para todos. Porque, se o egoísmo prevalece sobre a terra, de acordo como revela nossa natureza, não apenas os líderes políticos, mas todos nós estamos envolvidos. Somos egoístas e impulsionados pela ação do poder e cada movimento da trama corresponde a poder. O que me perturba mais, além desse "sucesso avareza", é que essa mesma força é usada de uma maneira muito confidencial. Um poder que é eleito na miséria do sofrimento dos outros, que se apropria das necessidades dos outros, não parece digno da confiança das pessoas, porque aqui não há revolução e progresso, mas abuso de autoridade. É a luz antiga da história, repetidamente acessa, como a dizer: Informe-se sobre a lei, por favor! No “Book of Legends". SEGURANÇA NA TERRA DA PAZ É ESPERANÇA PARA OS CORAÇÕES INCAUTOS. Ou seja, a conexão entre o sonho de viver uma vida pacífica e saudável em nosso planeta, entra em conflito com a luta obrigatória da sobrevivência, e essa é a marca mais sutil da violência, entre ganhar ou perder poderes, alguns ganham vida, outros a morte. É o mesmo compromisso inflexível, um prazer absoluto, onde essa “cruz” é uma lei e o sentimento de amor, o movimento e o centro do labirinto. Como o centro é um coletivo de sentidos, aqui são agrupadas, diferentes interpretações da realidade.
A percepção de ordem pública e da tirania das distorções existentes são exemplos claros dessa visão descuidada. No entanto, os delírios de "fora" são exemplos de enfermidades, assim considerados pela ciência, como transtornos de pertubação mental. Mas o que dizer sobre a guerra, a opressão psicológica, a corrupção e os assassinatos camuflados? Parece um bom sinal de saúde? Bem, a diferença entre um bom e um mau soldado é que o "mau soldado" antes de ser soldado, é excluído como homem, seja ele quem for, ele é estigmatizado pelos ideais da farda, e visto assim (psicologicamente falando) pela ignorância humana como um atraso para sociedade, demasiadamente comportamental. De modo que os demais, revolucionários diplomatas sem escrúpulos, são honrados e, portanto, inofensivamente os heróis da normalidade. 
Seja como for, como nos mostra Jerome Bosh em seu "pincel imaginário" sobre o mundo medieval, a insensatez humana vai além do orgulho da sua capacidade intelectual, tentando encontrar uma cura para sua própria loucura, seja  essa através da ciência, política ou religião. Seus excessos de "milagres", foram e será sempre uma crise final!

 Susana Luiz.