segunda-feira, 30 de junho de 2014

Vênus no meio do trigal.




E quando tu me esperavas no meio do trigal
Eu me perguntava o que seria para ti afinal
Esse nosso amor contraído no campo
Aproveitado ao máximo e, no entanto

Ficarmos ali, de bobos a contar estrelas
E parar quando a primeira caísse.
Seria um amor eterno, no duro?
Ou acabaria como o trigo maduro?

E dizias tu: se houvesse outras mulheres assim, trigais
Deveria de se tornar agricultor ou celeiro.
Enfim, um amor passageiro.
De estação.

Mas porque deixar que amores assim se vão
Pelo mundo dispersos
Mesmo que breve
Sem ao menos dizer que se ama

A boca não fala
Mas o peito palpita
Pelo efeito da chama
Que a alma agita.

Fingiste que não eras tu
Mas eu também,
Fingi que não era eu.
E rimos em silêncio...




Susana Luiz









terça-feira, 3 de junho de 2014

Do vento...




"Quem sou eu contra a fúria do vento
A tempestade ruge lá fora
E eu aqui dentro...".



Susana Luiz










Imagem do filme - De Terry  Gilliam - O homem que matou Dom Quixote